sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Dicionario


Quantas palavras tem a língua portuguesa?










O dicionário Houaisstraz 228.000 verbetes e 380 mil palavras no geral. OAurélio, 435.000 verbetes e em torno de 500 mil palavras.
Os verbetes são as termos mais buscados no idioma. Porém há muitas outras palavras que estão no dicionário mas não como um verbete específico. Essas palavras estão nas definições dos verbetes, ou seja, são aquelas que explicam e mostram os sinônimos do verbete pesquisado.
Segundo o CDIC o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa registra 356.000 verbetes.
Agora, comentam os especialistas que o conjunto de palavras, isto é, o que inclui desde as flexões dos verbos em todos os tempos e modos. Mais os termos técnicos da língua e ainda todos sinônimos do principais vocábulos da língua, então a lista passaria das 600.000 mil palavras.

Sintaxe

As formas corretas de dizer "Eu te amo"

Olá amigos,
do ponto de vista dos sentimentos é claro que não há nada de errado em se dizer ou escrever "eu ti amo", no lugar de "eu te amo" . O importante nessas horas é poder dizer e ser compreendido. Se isso acontecer tudo esta certo.
Porém pelos princípios do nosso idioma se recomenda escrever:
Eu amo você
Eu amo te e Eu te amo
Eu a amo
Eu amo-a
Eu o amo
Eu vos amo
Eu te amo
não as formas incorretas;
Eu lhe amo
Eu ti amo
Eu amo lhe
Eu amo ti
Para entendermos melhor os motivos de umas certas e outras erradas, devemos conhecer as observações feitas para o uso dos pronomes "te" e "ti".
Tanto o pronome "te" quanto o "ti" são pronomes pessoais oblíquos, denominados oblíquos por exercerem a função de complementarem o verbo, ao contrário do chamados pronomes retos que exercem a função de sujeito do verbo.

Por isso a recomendação manda usar o pronome "te" e o pronome "tiapenas nas situações em que elas exerçam a função de complementos verbais. Isto é, de objetos diretos e indiretos.
Por isso se diz: Eu (suj.) amo (verb) te (obj. dir)
No entanto por respeito aos aspectos sonoros do idioma, colocamos o pronome antes do verbo em um caso de próclise.
Pois na verdade não há por atração de pronomes pelos pronomes pessoais. Assim "eu" não atrai o pronome "te".
Dessa forma é também correta a escrita "Eu amo te".
Com os pronomes pessoais a colocação do pronome é opcional, exemplos:
Ela disse-me assim, ela me disse assim.
Eu o procuro amanhã, eu procuro-o amanhã.
Nós recompusemo-nos, nós nos recompusemos.
Porém, como disse por eufonia recomenda o pronome antes do verbo.

Já no caso do pronome "ti" além de ser usado assim como o "te" apenas em caso de complementos verbais. O pronome "ti" ainda para ser usado deve ser precedido de preposição como no exemplos: "refiro-me a ti", "preciso muito de ti", "falamos sobreti", "vejo em ti o amor".
Assim dizemos "Eu te amo" e não "Eu ti amo"

Interessante notar que "Eu te amo" quer diz eu amo "tu" segunda pessoa do plural. Esse pronome o "tu" esta cada vez menos usado no brasil. Porém por a frase já estar pronta desde o tempo que se usava o te e o tu mais que o pronome de tratamento "você"
Por isso podemos dizer "eu a amo" que é igual a "eu amo você"
Ou mesmo "eu amo a ti" fazendo aquele objeto direto preposicionado de "amar a deus"

Por hoje é isso, mas em um próximo post quero tratar do significado do verbo amar e seus sinônimos e de outros termos bem próximos para ver se evitamos o uso demasiado desse verbo. Procurando dessa forma evitar o seu desgaste. Devemos cuidar do verbo amar também.

Morfossintaxe

O correto é "fim de semana" e não "final de semana"


Amigo leitor, se possível for, avise aos que ainda não souberem, que é "errado" trocarmos o substantivo fim pelo adjetivo final em "fim de semana" e em outras expressões semelhantes (citadas abaixo) porque o significado do adjetivo final não serve para nomear este momento da semana.
O correto é usarmos a palavra fim , pois é ela que serve para indicar o término ou a conclusão de alguma coisa.
Assim o correto é "fim da linha", "fim de ano", "fim de mês", "no fim do ano", "no fim do trabalho", "até o fim dos dias", "no fim do jogo".
Repare que existem até frases feitas formadas por fim: fim de ano, fim de século, fim de tarde, fim de noite, etc.
Nessas expressões não podemos usar final, pois a palavra final, como adjetivo que é, serve para dar uma característica ao substantivo e não para nomear, designar este momento na semana, do ano, do mês, do século etc.
Com final é correto usarmos: semana finalcorrida final, mas não final da corridae sim fim da corrida, pois se há o início, que é o substantivo usado para nomear a primeira parte da corrida haverá também a palavra fim para designar, digamos a parte final da corrida.
Porém amigos, há algumas sutilezas observadas por alguns gramáticos que consideram correto o uso de fim e final como na seguinte lição: "no final do filme deve se escrever FIM e não final."
Veja que eles usaram o final para descrever, definir a parte final do filme. Assim eles afirmam: pode-se usar final para falar de partes de alguma coisa ou uma decisão. Porém trata-se de uma exceção à regra, nesse caso o importante é a regra geral.

E por fim, só mais um lembrete: fim de semana não tem nem nunca teve hífen. Sempre foi sem hífen antes e depois do "novo" acordo ortográfico.
Por isso não são corretas as formas fim-de-semana e, mais inadequada ainda, a formafinal-de-semana.


Análise morfossintática dos termos da oração.






Resumidamente, busca-se estudar na análise morfossintática os aspectos morfológicos e sintáticos dos termos de uma oração, além de, relacioná-los entre si.
Vejamos, abaixo, na prática como seria uma análise morfossintática dos termos de uma oração simples, ou seja, aquela que contém apenas um verbo:
"No princípio criou Deus os céus e a terra"
Nessa oração: No seria a contração da preposição "em" + o artigo "o" que serve para indicar, entre outros sentidos, o sentido de tempo e lugar, que por sua vez relaciona-se com o substantivo princípio e que juntos tornam-se um Adjunto adverbial para o verbo criar "criou" da nossa oração.
Isto é, a preposição contraída No mais o substantivo Princípio formam a locução adverbial No princípio que serve como Adjunto adverbial para indicar uma circunstância em que ocorreu a ação verbal. Nesse caso a ação verbal de criar "os céus e a terra" que além de serem substantivos (na análise morfológica) são, ainda objeto direto do verbo na análise sintática.
Recapitulando agora com os termos separados e na ordem direta do discurso ficaria assim:
Deus, substantivo masculino, concreto e sujeito do predicado: "criou os céus e a terra."
Criou, verbo transitivo direto e núcleo do predicado verbal.
Os céus e a terra, Objeto direto do verbo "criar" e seu complemento verbal.
No princípio, é preposição mais substantivo que juntos se tornam uma locução adverbial de tempo.

Redação

Como evitar o uso exagerado de "com certeza"
Entre os incansáveis lugares-comuns usados no português do Brasil o persistente "com certeza" parece ser "sem dúvida alguma" o mais usado de todos.
Na tevê aberta a cada dez minutos de programação, conto ao menos uns dez "com certeza".
Na internet também o "com certeza" não fica para atrás. São mais de 8 milhões de ocorrências no google .

O que acontece é que muitas vezes a locução adverbial "com certeza" é usada indevidamente para dizer mais do que deveria. Usam-se "com certeza" para substituir verbos em respostas, como em: você bebe? resposta "com certeza",
você vai a festa? resposta "com certeza". Nessas perguntas normalmente em bom português as pessoas responderiam simplesmente " eu bebo" e " eu vou".
Até mesmo usam o "com certeza" sem sentido algum em algumas frases, só por dizê-lo mesmo. A exemplo na pergunta: "como foi a festa?" resposta "com certeza muito boa" onde, na verdade, se poderia dizer apenas "muito boa".

Para os casos em que podemos usar o "com certeza", mas não o queremos, pois o "com certeza" já esta muito desgastado, sem originalidade, e repetitivo de mais.
Podemos ser criativos e usar um termo ou expressão novos e assim substituir e manter o mesmo sentido, como se usássemos o "com certeza", porém sem a má impressão que podíamos causar ao usar o desgastado "com certeza".

Se esta pensando em substituir o "com certeza" por seu trocadilho "com cerveja" esqueça, porque este também já perdeu toda originalidade, toda a criatividade da invenção do trocadilho.
Vejamos alguns exemplos de como substituir o "com certeza" em respostas às seguintes perguntas:
Se alguém nos pergunta "acha que vai ganhar o jogo?" podemos responder no lugar de "com certeza" as seguintes respostas "estou convicto", "sem dúvida" e ainda "não tenho dúvidas".
Ou mesmo para aquelas certezas, nem tão certas assim, podemos usar os:
"estou confiante", "acredito que sim" em vez do impróprio "com certeza".

O importante é lembrar dos seus sinônimos, como os citados acima ou mesmo usar outras formas.
Mas isso não parece ser simples, pois o "com certeza" nos persegue para que nos o usemos sempre. Ele quer estar em todas as ocasiões, mesmo sem servir para estar ali, mas mesmo assim ele quer estar lá, como aquelas pessoas que querem estar até onde não deviam.

Por que usar "Há anos atrás" pode pegar mal
Digo que pode pegar mal falar ou escrever, por exemplo: "há vinte anos atrás" ou mesmo "isso foi há dois anos atrás". Porque estar-se-ia repetindo sem necessidade a informação de que o fato narrado ocorreu no passado.
Essa repetição da informação ocorre quando se reúne na mesma frase o verbo haver há com sentido de tempo decorrido e ainda o advérbio atrás que nesse contexto também tem o significado de uma ação ocorrida no passado.

É por isso, amigos, que os bons manuais de redação nos recomendam usar apenas um dos termos para informar a idéia de passado, ou dizemos apenas: " Vinte anos atrás isso era possível" ou então "Há vinte anos isso era possível"

Podemos ainda perceber a noção de tempo do período pelas flexões de tempo dos verbos presentes nas orações. Nos exemplos citados vemos o verbo ser conjugado no passado imperfeito do indicativo, "isso era possível" ou ainda em "a festa foi há dois" onde também percebemos o passado, mas só que agora no tempo perfeito.

Aproveitando que falamos da idéia de tempo, para lembrar ainda da preposição a que também tem sentido de tempo, porém esta preposição só indica a idéia de tempo no futuro, Assim se digo "A festa será a dois dias" usaremos a preposição a e não o verbo há, como às vezes vemos por aí "A festa será há dois dias", com o verbo há em vez do a preposição.
Além de que, como citado, o verbo também nos indica a idéia de tempo da oração. O verbo será esta conjugado no futuro e com isso nos indica uma ação futura.

Fonemas

Os fonemas da língua portuguesa
Na língua portuguesa há 33 pequenos sons, chamados de fonemas, que misturados de infinitas formas produzem as mais diversas palavras com as quais formamos nossos discursos, ou melhor, com as quais dizemos nossas idéias e sentimentos aos outros.

Conhecer os fonemas do português ajuda-nos a compreender muitas das propriedades fundamentais da ortografia e da acentuação do português.
Pode-se conferir essa relação entre fonemas, ortografia e acentuação nos posts de ortografia, aqui do blog.

Para se descrever os fonemas usamos as letras do alfabeto fonético internacional, o AFI. Porém, nem sempre foi assim, até pouco tempo não se usavam o alfabeto fonético internacional. Usavam nas gramáticas e nos dicionários a descrição figurada que ainda é usada em algumas poucas obras.
Outro fato que você descobrirá é que muitos dos sons usados no português também são usados em outros idiomas, com apenas algumas mudanças de entonação, ritmos e acentos. A exemplo os universais a-e-i-o-u.
Vejamos, então, quais são os fonemas do português, ou mesmo, qual é o alfabeto fonético do Português:

Primeiro as vogais
/a/ tem som do: a de "vá"
/ɛ/ tem som de: é de "fé"
/e/ tem o som de: e de "ler"
/i/ tem o som de: i como em "vi" e "rico"
/ɔ/ tem o som de: ó como em "avó" e "sola"
/o/ som igual ao: o de "avô" e soma
/u/ igual ao som do: u de gula

Mais as vogais nasais que são os cinco a-e-i-o-u, só que com o sinal de til /~/ em cima das letras.
Vejamo-las,
/ã/ como em anta e divã
/e~/ igual ao "en" de tenda
/i~/ como em cinta
/õ/ igual ao "on" de conta e põe
/u/ como o "un" ubuntu

As semivogais
/j/ esse "jota" aí, na verdade representada o "i" semivogal das palavras como: cai, leite e dói. Ou ainda nas palavras como poe onde o "e" também é o fonema /j/
/w/ o fonema representado pela letra /w/ é o u como das palavras:
viu /ˈviw/
meu /ˈmew/
céu /ˈsɛw/
mau /ˈmaw/
água /ˈaɡwa/

E as consoantes
/p/ /ˈpatu/ pato
/b/ /ˈbatu/ bato
/ʈ/ /ˈtatu/ tato
/ɖ/ /ˈdatu/ dato
/k/ /ˈkatɐ/ cata
/ɡ/ /ˈɡatɐ/ gata
/m/ /ˈgɐmɐ/ gama
/n/ /ˈgɐnɐ/ gana
/ɳ/ /ˈgɐɲɐ/ ganha
/l/ /ˈfalɐ/ fala
/ʎ/ /ˈfaʎɐ/ falha
/f/ /ˈfejɐ/ feia
/v/ /ˈvejɐ/ veia
/s/ /ˈkasɐ/ caça
/z/ /ˈkazɐ/ casa
/ʃ/ /ˈʃatu/ chato
/ʒ/ /ˈʒatu/ jato
/ɾ/ /ˈɛɾɐ/ era
/ʁ/ /ˈɛʁɐ/ erra e rota


Concordância nominal


Importante.
As normas válidas para o adjetivo aplicam-se também ao pronome, artigo, numeral e particípio.
Vamos às regras:
Concordância de um substantivo com dois ou mais adjetivos
Substantivo antes.
Há três possibilidades corretas:
Os membros superior e inferior;
O membro superior e o inferior;
O membro superior e inferior.

Substantivo depois.
Admitem-se quatro formas corretas:
O primeiro e o segundo membro;
O primeiro e segundo membro;
O primeiro e o segundo membros;
O primeiro e segundo membros.

ATENÇÃO! MEMBRO É APENAS PALAVRA MASCULINA.
NÃO HÁ FLEXÃO (CONCORDÂNCIA DE GÊNERO COM O ADJETIVO).
POR ISSO NÃO EXISTE "MEMBRA"
EX: IGREJA MEMBRO. E NÃO IGREJA MEMBRA.

O Adjetivo concorda com dois ou mais substantivos:
Esteja o adjetivo antes ou depois dos substantivos, Se fizermos a concordância no plural estará sempre certa:
Terno e gravata escuros.
Ótimos texto e conhecimentos.
Atentos o governo e as Forças Armadas.
Reajustados o salário mínimo e os aluguéis.
Convocados o Senado, a Câmara e o Supremo.
Mortos pai e filho no litoral.

Observações
a) O adjetivo colocado antes de dois ou mais substantivos pode concordar com o substantivo mais próximo:
Branca túnica e sandália.
Ótimo texto e conhecimentos.
Suas filhas e mulher.

O adjetivo, no entanto, vai obrigatoriamente para o plural se os substantivos forem predicativos do objeto, nomes próprios, títulos ou formas de tratamento:
Julgava perdidas a fé e a esperança (predicativo do objeto).
Trazia espertos o desejo e as virtudes (pred. do obj.).
A Justiça declarou culpados o pai e a filha.
Os irmãos Caetano e Bethânia.
Os apóstolos Pedro e Paulo.
Os generais Costa e Silva e Médici.
Os srs. Silva e Cia.

b) Se o adjetivo vem depois de dois ou mais substantivos, pode também concordar com o mais próximo:

Um terno e uma gravata escura.
Ternos e gravata escura.
Terno e gravatas escuras.
Elogiamos o seu esforço, empenho e dedicação extrema.

Quando os substantivos são sinônimos ou formam gradação (como no último exemplo acima).
Há gramáticos que defendem a concordância - que, no entanto, não é obrigatória - com o mais próximo.

Acordo Ortográfico



Apesar de o novo Acordo Ortográfico ter mudado algumas regras sobre o uso do hífen, a exemplo de Dia-a-dia (no sentido de cotidiano) que antes era escrito com hífen e agora é sem hífen Dia a dia.
As novas regras sobre o uso do hífen trazidas pelo novo Acordo não mudaram a palavra Bem-vindo e outros compostos que também usam o advérbio Bem.
Veja no parágrafo 4º da base XV, o que diz o Acordo:

Emprega-se o hífen nos compostos com os advérbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica (...) No entanto, o advérbio bem, ao contrário do mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações:
bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado; bem-criado (cf. malcriado), bem-ditoso (cf. malditoso), bem-falante (cf. malfalante), bem-mandado (cf. malmandado), bem-nascido (cf. malnascido), bem-soante (cf. malsoante), bem-visto (cf. malvisto)
Sanando qualquer dúvida o novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa nos confirma que o correto é e continua a ser Bem-vindo, Bem-vindos e ainda o conhecido Seja bem-vindo todos com hífen.

Água que passarinho não bebe. Não tem mais hífen!

Porém, colegas, segundo as lições do Novo Acordo e do Novo VOLP, Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, 5ª edição 2009.
Água que passarinho não bebe não tem (mesmo) mais hífen, mas seus sinônimos em palavras compostas, a exemplo de "engasga-gato, "lágrima-de-virgem", "levanta-velho", "urina-de-santo", "moça-branca" e "Arrebenta-peito" continuam tendo hífen.
O Acordo diz no parágrafo 6º da Base XV o seguinte:
(...) não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa). Sirvam, pois, de exemplo de emprego sem hífen as seguintes locuções:
a)Substantivas: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar;
(...)
E ainda:

1º)Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio.
(...) decreto-lei, és-sueste, médico-cirurgião, rainha-cláudia, tenente-coronel, tio-avô, turma-piloto; alcaide-mor, amor-perfeito, guarda-noturno, mato-grossense, norte-americano, porto-alegrense, sul-africano; afro-asiático, afro-luso-brasileiro, azul-escuro, luso-brasileiro, primeiro-ministro, primeiro-sargento, primo-infeção, segunda-feira; conta-gotas, finca-pé, guarda-chuva.